5 passos para se tornar um pai/mãe Preparador Emocional


Para que você se torne uma mãe ou um pai Preparador Emocional, você precisa seguir 5 passos muito simples, mas também muito importantes.


"Inteligência Emocional envolve a capacidade de controlar os impulsos, adiar a gratificação, motivar-se, interpretar as insinuações da sociedade e lidar com os altos e baixos da vida".
John Gottman

Vocês já se fizeram essa pergunta?


O QUE EU PRECISO FAZER PARA ME TORNAR UMA MÃE OU PAI PREPARADOR EMOCIONAL?


Vocês já conhecem os estilos parentais e já sabem que o Preparador Emocional é o estilo mais adequado se você quiser que seu filho tenha no futuro a vida que ele merece, sabendo fazer escolhas assertivas. Então, como chegar a isso?


Existem 5 passos para que você se torne um PREPARADOR EMOCIONAL


PASSO 1 – EMPATIA


Seu filho não quer a sua explicação sobre o porquê de você não dar a ele aquilo que ele quer. Ele simplesmente quer que você entenda o que ele quer e o que ele está sentindo em razão de não ter.


Exemplo: Imagine-se na seguinte situação. Seu filho de 5 anos quer jogar bola e você não tem a bola naquele momento, pois esqueceu no carro ou em algum outro lugar. Ele começa a insistir que quer a bola e você acaba por se desesperar, pois não sabe mais quais argumentos usar, pois a bola não está ali, naquele momento.


Quem sabe se você agisse diferente e começasse a mapear o que seu filho está sentindo, da seguinte maneira: você está chateado porque a sua bola não está aqui, né? Você gostaria muito de estar jogando, se divertindo com sua bola, não é? Se sua bola estivesse aqui você estaria jogando e brincando com a mamãe e se sentindo muito feliz, né filho?


Mas saiba que, a bola agora não está aqui e está tudo bem, pois a mamãe está aqui com você e vamos brincar de alguma outra coisa que você queira. O que você quer fazer agora com a mamãe?


Seu filho se sentirá pertencente a um contexto especial, pois ele perceberá que você o entende e que sabe exatamente o que ele está sentindo.


Ainda nesta seara da empatia, podemos acrescentar o perceber a emoção do filho. Você consegue se imaginar percebendo a emoção que seu filho está sentindo sem primeiro perceber o que você está sentindo? Pois é…


Isso significa, que você só será capaz de fazer isso, percebendo as emoções que estão em você. Sabendo distinguir o que sente, você será capaz de orientar seu filho. Para que você guie alguém por um caminho, primeiro você precisa trilhar esse caminho, não acha?


Estudos mostram que quanto mais eu percebo e entendo (identifico) o que sinto, com maior precisão poderei identificar o que o outro sente. Só que neste caso estamos tratando de nosso BEM MAIOR e por isso a necessidade de termos um olhar muito mais atencioso, pois lembre-se, tudo o que apresento aqui para vocês, servirá como um REMÉDIO, mas para seu filho será uma VACINA, pois ele não passará pelo que você passou.


Uma dica: sintonize a emoção que seu filho está sentindo com o SEU CORAÇÃO, ou seja, com seu coração aberto, ouvindo o que seu filho tem para dizer no tempo dele, sem atropelos, pois muitas vezes ele expressa os sentimentos através de brincadeiras e atitudes, que você só será capaz de decodificar se usar sua atenção e estiver de coração aberto.



PASSO 2 - RECONHEÇA A EMOÇÃO QUE SEU FILHO SENTE COMO UMA OPORTUNIDADE DE CONEXÃO COM ELE


Esta conexão vai se dar através da intimidade que você vai desenvolver, para que ele consiga se abrir para você e também para que você possa orientá-lo na direção correta, pelos princípios e valores de sua família.


O mais importante é que você entenda o desafio que está enfrentando com seu filho (uma briga na escola, um bullying, um estado agressivo) (tempestades emocionais e desertos emocionais), como uma oportunidade para acessá-lo e ajudá-lo naquilo que ele precisar.


Quando você agir assim, vai certamente retirar um peso de suas costas, pois vai entender que talvez não tenha a ver com você, mas com algo que ele sente com relação a outra situação ou pessoa. Esse é o momento em que você vai se aliviar, pois vai conseguir “se livrar” de algo que poderia ser muito ruim de resolver, se fosse encarado de outra maneira.


A capacidade que você vai criar de aliviar o seu filho, vai fazer com que você se sinta realizado como pai e como mãe, mas você precisa experimentar cada um desses passos. Jamais ignore os sentimentos do seu filho ou faça disso uma brincadeira para aliviar, tipo, “cuidado para não tropeçar no seu beiço” e me entenda com amor, pois este foi um caminho que eu já trilhei e é por isso que trago você comigo, para que vacine seus filhos e eles não passem pelo que você passou.


Ao colaborarmos com nossos filhos, ensinaremos a eles técnicas de como administrar essas emoções, técnicas estas que eles usarão para o resto da vida.



PASSO 3 – OUVIR COM EMPATIA E LEGITIMAR OS SENTIMENTOS DOS SEUS FILHOS


Este é um passo extremamente importante e pode parecer com os outros acima descritos, mas ele tem suas particularidades. Ouvir com empatia precisa ser através do coração, principalmente vendo as reações que seu filho terá quando falar para você o que ele está sentindo. Dê nome para o que ele sente. Fique não altura dele para falar, olhando bem nos seus olhos. Demonstre sua empatia através do seu corpo e perceba também, como ele se comporta no que diz respeitos aos gestos que ele faz. Perceba o que os gestos de seu filho estão dizendo a você sobre o que ele sente. Seu filho vai entender que você está dando importância para o que ele sente e isso vai fazer com que ele se sinta valorizado.


EXEMPLO: chegou o aniversário de um dos filhos e este recebeu um presente e o outro não. Se você quiser explicar que ele não está de aniversário, apenas seu irmão e que quando chegar o seu dia, vai receber também, ele jamais entenderá, a não ser que primeiramente você se preocupe em acolher as emoções dele, o que ele sentiu nesta situação. Quando você explica primeiro, além de ele estar com ciúmes do irmão ele passa a sentir raiva de você, que não o entendeu. Diga o seguinte: você queria um presente também né? Provavelmente ele vai responder que sim. A mãe te entende, pois talvez eu também ficasse com ciúmes nessa situação, meu filho. Agora, já mais tranquilo, você explica e acessa o racional do seu filho.

MAIS UMA VEZ TE CONVIDO A TESTAR, PARA QUE VOCÊ VEJA OS RESULTADOS.



PASSO 4 – NOMEAR E VERBALIZAR AS EMOÇÕES


Aqui, especificamente, daremos nome para as emoções. Ajude-o a identificar se ele sente tristeza, raiva, nojo. Se você fizer isso, ele entenderá o que sente e poderá começar a dominar as emoções, crescendo e se tornando um adulto emocionalmente sarado.


Dessa maneira você fará com que seu filho consiga transformar o que para ele parecia algo sem explicação, que lhe causava incômodo e uma sensação indefinida em algo explicável e que faz parte da vida.


EXEMPLO: Seu filho está chorando, pois o irmão ganhou um carinho e ele não. Você está com ciúmes, né? E isso te deixou com muita raiva, fazendo com que você jogasse seu brinquedo, né?


Imediatamente seu filho se sentirá compreendido e automaticamente vai se acalmar.


Estudos mostram que o ato de dar nome para a emoção é um calmante para a criança.


Com o tempo, seu filho vai ser capaz de começar a nomear sozinho o que está sentindo e vai tornar-se emocionalmente inteligente, na idade adulta.


Aprofunde-se nesta dinâmica, nomeando várias emoções que se pareçam. Algo assim: Você está triste, magoada, se sentindo abandonada? Isso porque, a criança pode estar se sentindo confusa ou com emoções misturadas e pode não se identificar com a primeira.


Trago também aqui um exemplo. Uma criança que vai viajar pela primeira vez com a escola. Esta criança provavelmente está se sentindo feliz, mas também apreensiva ou quem sabe até com medo. O importante é que você o ajude a identificar a emoção e principalmente a mostrar que é muito normal se sentir assim, com duas emoções tão contraditórias. Você pode mostrar isso através de uma experiência sua, onde ele vai se sentir compreendido.



PASSO 5 – IMPOR LIMITES E AJUDAR A ENCONTRAR SOLUÇÕES


A criança que ouve de seus pais que precisa parar de chorar, sem entender por que razão, acaba por desconfiar de suas próprias emoções, podendo se transformar em um adulto com baixa autoestima.


Por outro lado, entender o que ela está sentindo, mas dizer a ela que existem outras maneiras para expressar aquilo que a está incomodando.


É muito importante que a criança entenda que o que ela sente não é o problema, mas o comportamento que ela tem em razão do que sente é que é.

Criar regras preestabelecidas, com suas devidas consequências, caso sejam descumpridas. As regras devem estar de acordo com princípios e valores da família. As regras devem observar o fato de a criança ser criança e determinados comportamentos são em razão disso, por exemplo quando ela suja as roupas, corre ou sobe em árvores.


Encoraje seu filho a entender o que sente e traçar objetivos para conseguir agir diferente da próxima vez


ALGUMAS OSERVAÇÕES:


1 - LEMBRE-SE, BATER É UMA MANEIRA DE A CRIANÇA ENTENDER QUE PODE RESOLVER TUDO NA FORÇA E LEVAR ESTE APRENDIZADO PARA A SUA IDADE ADULTA.


2 - SEU FILHO PODE PRECISAR DE UM POUCO MAIS DE TEMPO DO QUE AS DEMAIS CRIANÇAS, PARA COMEÇAR A SE ABRIR, FALANDO SOBRE O QUE SENTE E ISSO É MUITO NORMAL, POIS SÃO TODOS DIFERENTE, SERES ÚNICOS E INDIVIDUAIS.


3 – MOSTRE AO SEU FILHO ALGUMAS VITÓRIAS QUE ELE JÁ TEVE EM OUTRAS SITUAÇÕES, PARA ESTIMULÁ-LO A CRIAR OUTRAS ALTERNATIVAS DE SOLUÇÃO.


4 – TESTE TUDO O QUE FOI DITO AQUI, POIS SEM TESTE NÃO EXISTE COMO SABER SE FUNCIONA.


ENTRE EM CONTATO, SE INSCREVENDO NO SITE, CASO QUEIRA FAZER PERGUNTAS.


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Roberta Pimentel - Family Coach © Todos os direitos reservados



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